A Processionária    

dot_2.gif (301 bytes) O que é a Processionária ?

dot_2.gif (301 bytes) O Ciclo Biológico da Processionária

dot_2.gif (301 bytes) Conclusões

Lagarta do Pinheiro (Lagartas Processionárias) nos Parques de Lisboa

Os parques de Lisboa e outras áreas florestais, um pouco por todo o país, onde existem espécies de pinheiros e cedros, têm sido este ano muito atacadas pela praga “lagarta do pinheiro”.
A lagarta do pinheiro, vulgarmente apelidada de lagarta Processionária -com o nome científico de Thaumetopoea pityocampa - é um insecto desfolhador dos pinheiros e cedros. Como tal, leva a um enfraquecimento da árvore e, consoante o grau de ataque, poderá causar-lhe a morte.

A processionária do pinheiro, além de provocar estes danos nas árvores, pode também originar graves problemas de saúde pública. Devido à característica urticante dos seus pêlos provoca alergias na pele, no globo ocular e no aparelho respiratório no Homem e pode originar o mesmo em animais domésticos.


Aconselhamos todos – especialmente crianças – sempre que virem lagartas semelhantes às mostradas nestas fotografias, nas árvores ou no solo, a não lhes tocarem.

Este ano, tivemos ocorrências de lagartas do pinheiro nos Parques de Lisboa, nomedamente, no Parque Florestal de Monsanto, junto ao parque de estacionamento do Clube de Ténis no Alvito, e no Parque da Quinta das Conchas, no Lumiar.

Como forma de prevenção e de controlo do desenvolvimento desta praga, a Câmara Municipal de Lisboa, através da Divisão de Matas, está a proceder a tratamentos preventivos e curativos, com a utilização de métodos microbiológicos, biotécnicos e mecânicos. Com estas medidas espera-se uma diminuição dos danos provocados pelas lagartas de Processionária e um controlo da disseminação desta praga.

O grau de desenvolvimento das lagartas está directamente relacionado com as condições climatéricas existentes. Como este ano temos tido um Inverno seco e de céu descoberto, que acelerou o ciclo de desenvolvimento das lagartas, em Dezembro já tinhamos muitas lagartas no solo, quando isso só costuma acontecer no fim do Inverno (meados de Fevereiro).

 

DOSSIER SOBRE A PROCESSIONÁRIA

O que é a Processionária ?

Ao longo dos últimos anos tem-se verificado um aumento significativo da intensidade dos ataques da processionária.
A lagarta do pinheiro, vulgarmente apelidadas de lagartas Processionárias - com o nome científico Thaumetopoea pityocampa - é um insecto desfolhador dos pinheiros e cedros. Como tal, leva a um enfraquecimento da árvore e consoante o grau de ataque poderá causar-lhe a morte.

A processionária do pinheiro, além de provocar estes danos nas árvores, pode também originar graves problemas de saúde pública. Devido à característica urticante dos seus pêlos provoca alergias na pele, no globo ocular e no aparelho respiratório no Homem e pode originar o mesmo em animais domésticos.

Os ataques variam de intensidade de acordo com os níveis populacionais das lagartas, que são fortemente influenciados pelas condições climáticas.


O Ciclo Biológico da Processionária

O ciclo biológico da processionária completa-se, geralmente, num ano, distinguindo-se duas fases: uma aérea na copa dos pinheiros e outra subterrânea, no solo.


Como todos os insectos, o desenvolvimento da lagarta passa por diferentes estádios. As lagartas de processionária passam por cinco estádios, e é a partir do 3º estádio que se tornam perigosas para a saúde pública.

Lagartas nos 1º e 2º estádios de crescimento
Normalmente ocorre no período do Outono (meados de Setembro/finais de Outubro).

As lagartas jovens vivem em ninhos provisórios, que vão sendo abandonados até à formação de um ninho definitivo (ninho de Inverno), onde aí vivem em colónia e se protegem das baixas temperaturas.
Neste estádio, os tratamentos químicos são bastante eficazes. Normalmente, são usados dois grupos de produtos, sendo estes de baixa toxicidade e inócuos para o ambiente, são estes:

  • Diflubenzurão- São inibidores do crescimento, sendo o mais usado o Dimilin;
  • Insecticidas microbiológicos- à base de Bacillus thurigiensis;

Lagartas nos 3º ao 5º estádio
Normalmente ocorre no período de Inverno.

As lagartas neste estádio estão em crescimento activo, constrõem os ninhos de Inverno -tendo um aspecto de novelo de seda - e mantêm os hábitos de alimentação nocturna, permanecendo no ninho durante o dia (este funciona como acumulador térmico).


É nestes estádios que surgem os pêlos urticantes.
O seu tratamento é mais difícil, uma vez que nesta fase a lagarta já revestiu o seu corpo de quitina (endurecimento) e os tratamentos químicos já não vão actuar tão eficazmente, sendo necessário, como meio de combate a destruição mecânica dos ninhos (retirada mecânica do ninho - após a retirada, o ninho deve ser queimado).

 

 

Lagartas no 5º Estádio
Ocorre entre meados de Fevereiro a fins de Maio.

Após atingirem o seu grau de desenvolvimento máximo, as lagartas abandonam os ninhos e em procissão descem das árvores para se enterrarem no solo a uma profundidade de 15-20 cm, para passar à fase seguinte – De pupa ou crisálida – e evoluirem para insecto adulto (borboleta) que emerge no Verão, completando assim o seu ciclo anual.

 

Nesta fase, a destruição mecânica das lagartas é o método não só mais eficaz, como o único que se pode fazer.

Assim:

  • Pode colocar-se umas cintas de papel ou plástico embebido nas duas faces com cola inodora à base de poli-isolbutadieno, à volta da árvore (de forma a que as lagartas ao descerem do tronco fiquem aí coladas);
  • No solo, juntá-las com auxílio de um utensílio com cuidado para que não se “levantem” os pêlos urticantes e queimá-las ou esmagá-las de seguida;
  • Deve-se cavar o solo, se se conseguir identificar os locais de enterramento, de modo a expôr as pupas já formadas (ou até mesmo as lagartas que ainda não se formaram).

Fase de Borboleta
A partir do momento em que a pupa passa a borboleta, o meio de combate mais usual passa pela colocação de armadilhas iscadas com feromonas sexuais, nos pinheiros para a captura dos machos (será uma armadilha por hectare).
Pode-se ainda fazer o tratamento da árvore por microinjecção (a efectuar no mês de Julho) com princípios nutritivos de forma a incrementar a vitalidade e a capacidade de resposta defensiva da árvore tratada.

Conclusões

É importante voltar a salientar que o grau de desenvolvimento das lagartas está directamente relacionado com as condições climatéricas existentes e que se pode verificar um acelaramento/retardamento dos estádios se as condições forem favoráveis ou desfavoráveis.

As lagartas iniciam as procissões após atingirem o nº de graus-dia necessário.

Este ano, temos o exemplo do Inverno seco e de céu descoberto, que acelerou o ciclo de desenvolvimento das lagartas, e, em Dezembro, já tinhamos muitas lagartas no solo, prontas a enterrarem-se, quando, na realidade, tal só deveria acontecer no fim do Inverno (meados de Fevereiro).